Je Te Survivrai


Assisti um filme francês que me surpreendeu Sobreviverei a Você do diretor Sylvestre Sbille  o mesmo que dirigiu o documentário Raízes e Sonhos, o curta Les Demoiselles, o documentário Na borda do mundo,  e o curta O Grande Jogo.

Formado em História da Arte e Arqueologia em Bruxelas, paixão do diretor por cinema falou mais alto e após um curso como um editor, e vários trabalhos em filmes de longa metragem, ele brilhantemente dirigiu Sobreviverei a Você. Uma historia bem engendrada sobre um ambicioso e egocêntrico, agente imobiliário que quer se livrar de sua vizinha idoso para construir um campo de golfe. Mas, no meio do caminho, um acidente INUSITADO o coloca em desvantagem e seu vizinho tem o controle sobre sua vida. 


Quando assistimos pensamos: "é mais um besteirol", porém quando o filme transcorre, o roteiro prende, o cenário deliciosamente bucólico cativa e o cotidiano do corretor e sua vizinha, tornam-se uma história emocionante. No filme, temos um cara que é ambicioso, egoísta ao extremo e muito calculista(pelo menos superficialmente) o mundo exige que ele seja altruísta, pelo menos por "fora", só que o seu egocentrismo acaba dominando. 



Traçando uma leve comparação com vida real, notamos que algumas pessoas até se ajudam e fazem isso de coração. Enquanto outras, apoiam-se no egoísmo, defendendo uma posição mais segura e de defesa em relação ao outro. No fundo, mesmo querendo ser dedicado ao mundo, não saímos de nossa zona de conforto.

Ser “altruísta” está relacionado com o desejo de ter uma vida mais significativa, o desejo de reconhecimento público, o sentimento de satisfação pessoal ou a esperança de uma recompensa divina.Por cada ato de aparente altruísmo podemos encontrar uma maneira de justificá-lo e substituí-lo por uma explicação em termos de motivos mais egocêntricos.


O filme abre um leque de reflexões, como colocar os interesses alheios à frente dos nossos, para não sermos chamados de egoístas? É isso será uma saída sadia? 
O egoísmo na medida certa, pode ser sadio. O que pode ocorrer é que quando ajudamos pessoas em detrimento de nós mesmos, geramos conflitos internos de difícil resolução. Se anular e colocar o outro em posição de vantagem, gerará uma frustração imensa. O egoísmo saudável é aquele que não ultrapassa o limite dos direitos do outro e que ao mesmo tempo, não esquece nossos deveres.Da mesma forma, o altruísmo saudável é aquele que não anula o indivíduo em prol do próximo. 




O filme encanta, emociona e faz você querer viver junto, ser vizinho desses vizinhos. Trilha sonora é deliciosa e o final não poderia ser melhor. Um filme simples que consegue mandar seu recado, até para aqueles que como eu, escolheram apatia como um modo de vida.






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"O cinema não tem fronteiras nem limites. É um fluxo constante de sonho." (Orson Welles)

 

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