Shutter Island - Ilha do Medo




É um filme americano dirigido por Martin Scorsese, lançado em fevereiro de 2010 e protagonizado por Leonardo DiCaprio e Mark Ruffalo. O filme é baseado no livro "Paciente 67" do consagrado autor Dennis Lehane. 

Ano de 1954 e temos um delegado federal Edward Daniels interpretado Leonardo DiCaprio que investiga o desaparecimento de um paciente no Shutter Island Ashecliffe Hospital Psiquiátrico, em Boston. No local, ele descobre que os médicos realizam "experiências subumanas" em seus pacientes, envolvendo métodos ilegais e antiéticos. Teddy tenta buscar mais informações, mas enfrenta a resistência dos médicos em lhe fornecer os arquivos que possam permitir que o caso seja aberto. Mas, Edward Daniels não desiste, e ao entrar na ala onde estão internados os pacientes "mais perigosos" o filme torna-se mais inquietante e instigante. 


doença mental é com frequência relacionada com o mendigo que deambula pelas ruas, que fala sozinho, com a mulher que aparece na TV dizendo ter 16 personalidades e com o homicida “louco” que aparece nos filmes.
Palavras como “maluco”, “esquizofrénico”, “psicopata” e “maníaco”, são vulgarmente utilizadas na linguagem do dia-a-dia.
As pessoas olham-se e dizem: “Isto não me vai acontecer de modo nenhum, não sou maluco, venho de uma família sólida”, ou, então, “ a doença mental não me afecta, isso é problema dos outros.”
O Estigma relacionado com a doença mental provém do medo do desconhecido, dum conjunto de falsas crenças que origina a falta de conhecimento e compreensão. - See more at: http://www.adeb.pt/pages/estigma-saude-mental#sthash.2zCSlE8J.dpuf
As coisas tornam-se ainda mais inquietantes quando Daniels consegue entrar na ala onde ficam os pacientes mais perigosos. - See more at: http://cinemacao.com/2015/05/04/critica-a-ilha-do-medo/#sthash.mrJk6Abc.dpuf
Doença mental é com frequência relacionada aos moradores de ruas, pessoas com múltipla personalidade  ou  no caso deste filme onde temos uma homicida “louca” que matou os filhos.
Palavras como “maluco”, “esquizofrênico”, “psicopata” e “maníaco”, são vulgarmente utilizadas na linguagem do cotidiano.Esse estigma relacionado a doença mental, provém do medo do desconhecido, do conjunto de falsas crenças que muitas vezes, originam essa falta de conhecimento e compreensão.


Em alguns momentos do filme vemos o médico afirmar que são pessoas violentas e perigosas para a sociedade. Quando na realidade, essas pessoas podem apresentam tantos riscos de crime como outras. Depois de recuperados e quando regressam à comunidade, estes pacientes têm maior tendência para se mostrarem ansiosos, tímidos e passivos, mais sujeitos a serem vítimas de crimes violentos, do que autores dos mesmos.E sabemos que uma pessoa que tenha tido acompanhamento psiquiátrico, mas sem passado criminal, tem menos probabilidades de vir a ser preso do que a média dos cidadãos.
E justamente, uma frase do personagem do DiCaprio, consegue resumir o que citei:
"Alguns loucos dizem verdades. Só que ninguém os escuta."


A maioria das pessoas com doenças mentais têm maior tendência para se afastarem do contato social, do que de se confrontarem agressivamente com outros.O receio que a sociedade tem da sua violência é infundado, não sendo uma razão válida para lhes serem negadas oportunidades de emprego, casa ou amizades. Muitos especialistas afirmam que a maior parte das recaídas aparecem gradualmente e não de forma abrupta. Se os médicos, amigos, família e os próprios doentes estiverem atentos aos sinais premonitórios da doença, essas crises podem facilmente ser detectadas e tratadas convenientemente, antes de se tornarem demasiado graves.

Ninguém duvida que há um estigma ligado a quem tenha doença mental. Este estigma ou preconceito isola o indivíduo em relação aos outros, como se fosse uma pessoa marcada pelo passado de doença.As relações sociais ficam muitas vezes prejudicadas, como se o doente fosse um ser à parte. E o personagem do DiCaprio encarna de forma fantástica e nos mostra como é angustiante vivenciar  aquele manicômio, mostra importância do movimento antimanicomial e que o melhor tratamento para esses pacientes ainda é o terapêutico aliado a medicação correta e acompanhamento constante da família, para que ele não se sinta isolado.

Sem dúvida, um filme que abre várias reflexões, dentre elas destaco: O que é loucura? O louco sabe que é louco?
Mais uma obra brilhante do gênio Martin Scorsese.


As coisas tornam-se ainda mais inquietantes quando Daniels consegue entrar na ala onde ficam os pacientes mais perigosos. - See more at: http://cinemacao.com/2015/05/04/critica-a-ilha-do-medo/#sthash.mrJk6Abc.dpuf

0 comentários:

Postar um comentário

"O cinema não tem fronteiras nem limites. É um fluxo constante de sonho." (Orson Welles)

 

Google+ Followers

Follow by Email