Filha do Mal


Alguns estudiosos, afirmam que casos de possessão são cada vez mais raros. Porém, essa frase do filme O Ritual, deixa margem para reflexão:" Não acreditar no demônio, não irá protegê-lo dele"

O filme conta a história de Isabella Rossi (Andrade), uma mulher que busca descobrir a verdade sobre a mãe, Maria (Suzan Crowley), que mata três pessoas durante um ritual de exorcismo.Isabella quer fazer um documentário sobre sua mãe, Maria, que está internada por ter matado três clérigos. Ela suspeita que Maria possa estar possuída por um demônio e, por isso, chama dois exorcistas para ajudá-la. Ao longo das filmagens, fica claro que a questão é pior do que se imaginava.Filmado em Bucareste e dirigido por  William Brent Bell

"Logo no início de “Filha do Mal”, o público é alertado sobre a recusa do Vaticano em apoiar ou colaborar com a produção do filme, visto seu teor polêmico que envolve exorcismos e as controvérsias religiosas. Até parece que a história apresentará uma trama ousada, passível de condenações, cuja pretensão pode ir além de outros filmes do gênero, como o recente e decepcionante “O Último Exorcismo” e até mesmo clássicos como “O Exorcista” e “O Exorcismo de Emily Rose”. 



O que acontece durante a projeção é uma compilação de tudo que já foi visto anteriormente, mas com um tom um pouco desleixado. No enredo, conhecemos Maria Rossi (Suzan Crowley) por meio de uma ligação de emergência, onde ela afirma ter matado três pessoas. Ao chegar ao local, a polícia encontra os corpos e prende a mulher. Não demora muito para entendermos que ela participava de um ritual de exorcismo com dois padres e uma freira, que não acabou bem para os religiosos. Considerada inocente no assassinato, Maria é enviada para a Itália para ganhar cuidados médicos e ficar sob tutela da Igreja, que não expõe os casos perigosos de exorcismo. 

Cena do exorcismo foi filmada num hospital de animais abandonado, que por si só já é um lugar muito esquisito. Mesmo sendo mais um filme sobre exorcismo, traz algo diferente, que é a intenção de fazer um relato 'autêntico e honesto' de como seria uma sessão de exorcismo.  William e Matthew Peterman (roteirista)quiseram mostrar autenticidade, em tom de  'documentário' com o propósito de relatar história de Isabella, entrando neste mundo. É como se o espectador tivesse entrado no quarto com ela. Na verdade, algumas cenas são interessante e quando conhecemos um pouco sobre hospitais psiquiátricos e o sofrimento de pacientes com esquizofrenia, o filme consegue prender atenção, justamente por pincelar um pouco sobre isto. Talvez, por isso tenha conseguido assistir até o final, ficar um pouco perturbada com o sofrimento de pacientes que passam por isso.


Exorcismo e Igreja é algo que sempre renderá bons e péssimos roteiros.  Histórias que antecedem até mesmo a publicação da Bíblia, sendo que nela há relatos de Jesus Cristo exorcizando vítimas de demônios invasores. Os poderes de Cristo teriam sido repassados a seus apóstolos e, mais tarde, aos padres católicos.Com o passar dos anos, porém, a Medicina avançou a ponto de questionar se possessões demoníacas não podem ser, na verdade, manifestações de doenças psiquiátricas. Foi por isso que, depois de séculos sem revisar seus métodos, em 1999 o Vaticano alterou suas diretrizes de exorcismo e passou a reconhecer algumas situações como surtos mentais decorrentes de problemas médicos, e não necessariamente espirituais.

Igreja Católica é mais rigorosa na hora de dar um veredito a respeito de quem está ou não sob uma interferência maligna. Os rituais de exorcismo já não são oferecidos para todas as pessoas supostamente possuídas – pelo contrário: padres contam com a ajuda de médicos para compreender os casos que recebem e verificar se são possessões ou surtos psicóticos. 


Enquanto o psiquiatra observa o comportamento da pessoa “possuída”, faz perguntas e procura entender o que se passa, o padre fica atento à presença de características típicas de possessão: habilidade em falar um idioma até então desconhecido, demonstrar ter muito mais força do que uma pessoa “normal” e ter conhecimento de informações que não deveria, como dados da Igreja ou da vida pessoal de quem estiver por perto. Essas três características classificariam facilmente, para a Igreja, um caso de possessão.


Mesmo com os critérios citados acima, o Vaticano tem ciência de que tudo isso pode ser forjado. "Uma pessoa pode estudar a vida dos padres, por exemplo, e usar o que sabe em um momento oportuno, para dar a entender que está tomada por demônios."
As novas diretrizes usadas pela Igreja estão, na verdade, ajudando os membros do clero a diferenciar casos de possessão e de pseudopossessão, sendo que, nesse segundo caso, o paciente pode sofrer de doenças como a esquizofrenia ou outros transtornos dissociativos.
A Igreja também não faz mais exorcismos em pessoas que se dizem amaldiçoadas ou que passam por problemas parecidos. A ordem é seguir as novas regras e realizar o procedimento apenas em quem precisa. Ainda assim, tanto a Igreja quanto os médicos envolvidos assumem que essa é uma separação difícil e que, infelizmente, erros podem acontecer na hora de dizer quem está ou quem não está possuído.

Parece que nossa mente não consegue explicar, somos seres limitados, e muita coisa não entendemos. Muitos ainda, passam vida inteira buscando por religiões, quando na verdade DEUS não está atrelado à construções de igrejas ou templos e sim, dentro de cada um de nós e em todo lugar. Vide o evangelho de São Tomé. Mas, isso é história para outro post. Enfim, parece que esse tema sempre será enredo para histórias de terror ao lado de fogueiras,livros e filmes. 
Afinal, sempre teremos dúvida. Ou não....


3 comentários:

  1. Paty,
    Não assisti, não pretendo e achei interessante essa reflexão sobre possessão e esquizo.

    bjs, Ju

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  2. Assisti há algum tempo e odiei, eu começo a achar esse caminho de fazer filmes sobre possessão perigoso. É muito fácil fazer algo ruim. O tema caiu na piada, ninguém leva a sério mais, muito por conta do próprio cinema, que deveria priorizar o mistério.

    O meu blog é o cronologiadoacaso.com.br topam fazer uma parceria?

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    Respostas
    1. Olá Emerson,
      tudo bom?
      Banalizaram o exorcismo.

      Conheço seu blog e já seguimos :)
      Parceria? Me chama inbox e conversaremos.

      Um abraço

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"O cinema não tem fronteiras nem limites. É um fluxo constante de sonho." (Orson Welles)

 

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