13 Going on 30

                                                                                                                                                                                               


" quero ter 30 - idade do sucesso"

Jenna é uma garota de 13 anos, alegre, criativa e divertida. Porém, sem sucesso social na escola e com uma festa de aniversário frustrada  ela decide que ter 30 anos seria sua chave para o sucesso.
Jenna acorda em um apartamento que parece ser onde ela mora agora se sentindo estranha e como um passe de mágica, ao se olhar no espelho, se vê com 30 anos. O filme é uma comédia romântica que consegue unir nostalgia, ótima trilha sonora que reúne:Michael Jackson, Whitney Houton, Madonna, Billy Joel, Soft Cell, The Go-Go's, Rick Springfield, Talking Heads e outros.  Ainda temos atuações charmosas como é o caso de Jennifer Garner e Mark Ruffalo, estão excelentes. Com direção de Gary Winick o mesmo de Cartas Para Julieta, o filme ainda coloca vários elementos de cena que são icônicos.  Por exemplo, cena do Matt tocando sua fita cassete naqueles rádios 'boombox',  ou Jenna se maquiando enquanto assiste TV ao som de 'jessie´s girl', marcam um início de uma película promissora.

O filme tem um desenrolar com sua agora, melhor amiga Lucy ( em tempos de escola era desprezo)  duas trabalham em uma das principais revista de Moda de NY. Jenna consegue compreender aos poucos o que aconteceu e aí decide procurar Matt, seu ex-vizinho e ex-amigo de adolescência. Chega em sua casa e nem sequer é reconhecida por ele, uma vez que o tempo e as escolhas da vida separam ambos. Matt socorre a ex-amiga, a acalma, sem entender bem o que ocorre e ainda a ajuda a chegar em casa. Nesta cena, após explicar que Jenna conseguiu tudo o que sempre quis, ser rainha do baile, da turma popular e agora bem sucedida, é convidado para uma festa da revista, na qual Jenna vai de limousine e cruza Times Square em pé pelo teto solar do carro.Essa festa mostra que ela tem sempre a iniciativa e incita as pessoas a segui-la, sempre com um empurrãozinho de Matt.
Durante o filme a revista a qual trabalham Jenna e Lucy se vê perdendo espaço para uma concorrente e precisa se reestruturar pois corre o risco de ser fechada por conta das baixas vendas. Jenna percebe que Lucy não é amiga de ninguém, atuando sempre em causa própria, pois planeja fazer um projeto para a revista sem sequer contar que o está fazendo. Sem se dar por vencida, cria um projeto, aloca as pessoas em torno dela e mais, convida Matt, que é fotógrafo profissional para registrar todo o projeto.
Esse projeto reaproxima Matt e Jenna, separados desde os 13 anos.

O filme mostra com muito humor esse rito de passagem da adolescência e do início da vida adulta com mais responsabilidades. Mostra também o que é o mundo corporativo com suas traições, concorrências e competitividade. O filme não é uma viagem no tempo, porém deixa claro que em muitas vezes, sentimos um pouco perdidos e queremos reviver o escapismo  para uma época em que fomos mais felizes. No caso do filme, para Jenna foram os anos 80. Em algumas passagens, pode-se notar referências aos jogos da época, músicas e até doces como foi o caso de Razzles Candy

Esse distanciamento de si mesmo. Incompatibilidade em se expressar ou a incompatibilidade com o que sente e o que se permite sentir.Viver em um mundo de críticas como: “homem não chora”,  “eu não deveria ser assim”, "você não é popular e não fará parte da nossa turma na escola";  essa inexistência do ser espontâneo ou a falta de sinceridade socialmente esperada que se dá e se recebe, aquele “não posso ficar triste, não tenho motivo para estar triste”. É tudo negação, estamos muitas vezes vivendo um mundo de privações.No filme vemos uma Jenna adulta que não escondeu sua 'criança' interior, como foi o caso da espontaneidade em dançar Thriller em plena festa da empresa, um jeito autêntico de impulsionar a festa, que até então estava um desastre.Crianças absorvem com mais facilidade os comportamentos, regras e ideologias.Com o passar do tempo, vão convivendo com seus pais, com outros membros da família, com outras crianças, com professores, etc. Muitas vezes, vão aprendendo através de agressividade e até humilhações, como devem se portar, agir, com quem andar, quem devem gostar, o que devem almejar e até sentir. Ou seja, criamos seres humanos capazes de não serem eles mesmos, que para sobreviver em sociedade, utilizam máscaras o tempo todo.  temos várias para cada momento do cotidiano: uma para família, outra para os amigos, outra para o ambiente de trabalho e assim por diante.Criatividade e espontaneidade não é coisa de adulto. O escapismo é um dos únicos momentos que somos felizes. Já parou pra pensar, o porquê para alguns é uma diversão assistir desenhos? Como por exemplo: Hora da Aventura ou Simpsons? Ou como, elementos coloridos podem esvaziar e relaxar nossa mente, ou comer aquele doce que lembra nossa infância, pode ser um alívio. 
Isso se tivemos uma infância positiva em afeto, respeito e educação. Na verdade, temos de tudo um pouco nessa complexidade do que é ser o que somos. O que não podemos perder é  nosso expressão do SER que nada mais é do que  nossa autenticidade. 

Por outro lado, viver imerso 100% nesse estado de escapismo pode gerar algum distúrbio.Às vezes essa prática ganha uma amplitude incomum, quando passamos a viver completamente no passado.
 A nostalgia é um sentimento saudável e muito presente em nossos dias, pois transmite uma emoção semelhante à saudade de uma era que já passou. Após, o fim de um período em que supostamente fomos felizes(caso do filme anos 80) o habito de colecionar antiguidades, formar grupos que cultuem esse passado, guardar alguma roupa da época, ouvir suas músicas, ver vídeos ou filmes é acolhedor. Toda época tem sua particularidade, de um jeito ou de outro será um momento especial para aquela pessoa. Único cuidado é fazer dessa nostalgia o seu modo de vida o que pode ganhar contornos psiquicamente conturbados criando nossa própria prisão. Do contrário, esse reviver faz bem, saber lidar com esse passado, trazendo algo positivo para nosso presente é o essencial.

Este filme para muitos é uma experiência nostálgica, um meio de fugir das atribulações e responsabilidades diante do nosso cotidiano.Um filme que nos deixa com um fôlego novo, para nossa batalha diária e tudo, óbvio, embalado por Michael Jackson, Madonna, Balas Razzles e Polainas!



1 comentários:

  1. Esse filme tem uma atmosfera tão próxima da gente, né?
    amei o texto e as fotos.

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"O cinema não tem fronteiras nem limites. É um fluxo constante de sonho." (Orson Welles)

 

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