The Prestige



The Prestige(O Grande Truque) aproveitando que o  Halloween está chegando e sinceramente, sou apaixonada por tudo que envolve essa data...Sobre o filme,pretendo escrever sobre nossa frágil e singular existência. Deixando claro, que não sou especialista em física quântica, tampouco mestre em filosofia ou psicologia. Sou curiosa quando o assunto é universo e ser humano. Gostaria de começar com uma dúvida: nossa realidade seria mera ilusão?
"Os humanos eram ignorantes do que não podiam ver. Havia muitas ilusões, como se eles estivessem mergulhados no sono e se encontrassem em pesadelos. Eles estavam fugindo, perseguindo outros, envolvidos em ataques, caindo de lugares altos ou voando mesmo sem ter asas. Quando acordam, não veem nada. Ao deixar a ignorância de lado, não estimam suas obras como coisas sólidas, mas as deixam para trás como um sonho." 
The Matrix ou fragmento do Evangelho da Verdade, manuscrito que a igreja católica data como do século 4, encontrado em 1945 em um jarro enterrado no Egito.
Se tivermos um pensamento Niilista a filosofia pós-moderna, o hinduísmo, o budismo e a trilogia Matrix estão corretos em afirmarem que o nosso mundo é irreal?
Bom, estamos em plena era da tecnologia, onde temos mais globalização e menos 'interação', temos mais acesso a smartphones, tablets, all in one e menos educação, somos ter e pouco ser. 
 E o que essa 'tal' pós modernidade tem a ver com tudo isso ?
O termo "pós-modernidade" é de ampla definição, segundo o historiador britânico Arnold Joseph Toynbee (1889-1975) na década de 1940, quando escrevia os seus doze volumes intitulados Um Estudo da História. Toynbee era um filósofo católico, porém influenciado pelo hinduísmo.
Segundo Toynbee, a pós-modernidade se caracteriza especialmente pela decadência da cultura ocidental, do cristianismo e de tudo o que é absoluto. Resumindo, no pós-modernismo, morre o cristianismo e sua única verdade absoluta (Jesus Cristo) e tudo passa a ser relativo.
Alguns filósofos franceses também debruçaram-se sobre o tema da pós-modernidade, entre eles, Jean-François Lyotard, Michel Maffesoli e Jean Baudrillard (cujo livro Simulacro e Simulação aparece rapidamente no filme Matrix). 
A série Matrix é uma fantástica aventura cibernética, recheada de superefeitos especiais, onde a Terra foi totalmente dominada por máquinas dotadas de inteligência artificial, onde temos um pouco de cristianismo, segundo algumas pesquisas, existe uma trindade benigna no filme, composta por Trinity ("Trindade", em inglês), Morfeu ("deus dos sonhos" na mitologia grega. Ele faz o papel de João Batista ao preparar o caminho para o "escolhido" e o de Deus Pai ao assumir a figura paterna de todos que já foram libertos da ilusão) e Neo (do grego "novo". Esse é o "escolhido" e um substituto para Jesus Cristo).Tá, tudo bem...Mas, que diabos é o entortar da colher? 

O que é Matrix?
Neo: O que é Matrix?
Morfeu: Você quer saber o que é Matrix? Matrix está em toda parte [...] é o mundo que acredita ser real para que não perceba a verdade.
Neo: Que verdade?
Morfeu: Que você é um escravo, Neo. Como todo mundo, você nasceu em cativeiro. Nasceu em uma prisão que não pode ver, cheirar ou tocar. Uma prisão para a sua mente.
Quando Neo vai consultar o oráculo, ele encontra um menino em trajes budistas que consegue entortar colheres sem tocá-las. Observe no diálogo o que é a "verdade":

Menino: Não tente dobrar a colher. Não vai ser possível. Em vez disso, tente apenas perceber a verdade.
Neo: Que verdade?
Menino: Que a colher não existe.
Neo: A colher não existe?
Menino: Então verá que não é a colher que se dobra, apenas você.
Já sabemos que os truques de ilusionismo são feitos para impressionar, e a colher?
Revista Superinteressante teve a resposta:



Logo, temos mágicos, ilusionistas, paranormais, parapsicologia e grande truques.
Paranormal é um termo empregado para descrever as proposições de uma grande variedade de fenômenos supostamente anômalos ou estranhos ao conhecimento científico, mesmo se essa percepção for devida à ignorância. Percepção paranormal geralmente, envolvem forças ou agentes que estão além do científico (parapsicologia?), tudo é mistério ou não?
Uri Geller, um Israelense, com os poderes paranormais, famoso nos anos 70 e dentre todos poderes, incluíam dobrar colheres, identificar objetos ocultos e parar ou acelerar ponteiros de relógios à distância. Geller afirmava que esses efeitos eram provocados pela força de sua mente e pelo poder de sua vontade e que ele havia recebido esses poderes de extraterrestres. Será? Geller.

No filme, O Grande Truque, (2006), dirigido por Christopher Nolan, com o roteiro adaptado do livro de 1995 de mesmo nome escrito por Christopher Priest. A história segue Robert Angier e Alfred Borden, mágicos rivais de Londres no final do século XIX. Obcecados em criar o melhor truque de ilusão, eles iniciam uma competição com trágicos resultados.
Três palavras definem The Prestige: Ódio, Vingança e Poder.O filme é estrelado por Hugh Jackman como Robert Angier e Christian Bale como Alfred Borden. No elenco também estão Michael Caine, Scarlett Johansson, David Bowie, Piper Perabo, Rebecca Hall e Andy Serkis. O livro de Priest foi adaptado por Nolan e seu irmão, Jonathan Nolan, usando a estrutura não-linear de Nolan. Aspectos abordados no longa, obsessão, dualidade, segredos é claro, muito mistério.
Christopher Priest, autor do livro The Prestige, era fã dos primeiros filmes na Carreira de Nolan,
o produtor Valerie Dean trouxe o livro para a atenção de Nolan e o processo de criação de roteiro foi uma longa colaboração entre os irmãos Nolan, ocorrendo em um período de cinco anos. No roteiro, Nolan 'Brothers' enfatizaram a mágica da história através da narrativa dramática, usando a representação visual do palco de mágico. O roteiro de três atos foi deliberadamente estruturado em volta dos três elementos da ilusão do filme: a Promessa, a Virada e o Grande Truque. "Demorou muito tempo para descobrir um modo de alcançar às versões cinemáticas dos dispositivos bem literários que guiam uma história intrigante", disse Nolan a Revista Variety.

O filme narra a história do mágico Alfred Borden está em julgamento por assassinato, acusado de matar seu rival de longa data, Robert Angier. Eles começaram trabalhando juntos como ajudantes de Milton, o Mágico; com John Cutter, um dos engenheiros de truques de Milton. A esposa de Angier, Julia, se afoga enquanto fazia um truque de escapar de um tanque cheio de água. Angier suspeita que Borden amarrou seus pulsos com um nó difícil de propósito, fazendo-o responsável pela morte dela. No funeral, Borden enraivece Angier dizendo que ele não sabe que nó foi usado.
Os dois homens começam a competir em suas carreiras de mágico: Borden se torna "O Professor" e contrata Bernard Fallon como engenheiro. Angier se apresenta como "O Grande Danton", com Cutter e sua assistente, Olivia Wenscombe. Durante uma apresentação, Borden conhece Sarah; eles se casam e tem uma filha, Jess. Ambos os mágicos começam a atrapalhar os truques do outro: Angier interfere na performance de Borden de pegar uma bala com a boca, arrancando dois dedos de Borden. Em troca, ele arruína o truque de fazer um pássaro desaparecer de Angier, danificando a reputação dele.
Borden, logo maravilha às plateias com sua nova ilusão, "O Homem Transportado". Angier contrata um dublê e rouba o ato de Borden, chamando-o de "O Novo Homem Transportado". Obcecado em descobrir o segredo, Angier manda Olivia para espionar Borden. Olivia dá a Angier o diário encriptado de Borden, porém ela se apaixona por Borden e trai Angier, permitindo que Borden sabote o ato de Angier, quebrando sua perna. Em retorno, Angier e Cutter capturam Fallon e o enterram vivo. Para permitir a soltura de Fallon, Angier exige a chave para a ilusão de Borden. Borden dá a ele a palavra "TESLA", e sugere que essa é a cifra de transposição do diário de Borden e a chave para o truque.

O filme, consegue abordar um pouco sobre parapsicologia,"além da psique", ainda  abrange a pesquisa de grande número de fenômenos paranormais, por exemplo: telepatia, retro cognição, precognição, clarividência, telecinesia, experiência de quase morte, projeção da consciência , reencarnação e mediunidade em geral.  A tradição diz que  dentro do senso comum que sustenta os mundos subjetivo e objetivo são completamente distintos, sem que haja qualquer implicação entre eles. O subjetivo existe “aqui, dentro da cabeça”, enquanto que o objetivo existe “lá, no mundo externo”. A Parapsicologia é o estudo de fenômenos que sugerem que a dicotomia estrita entre objetivo/subjetivo pode ser, ao contrário, parte de um conjunto, com alguns fenômenos entremeando ocasionalmente o que é puramente subjetivo e o que é puramente objetivo. Chamamos tais fenômenos de “anômalos” porque são difíceis de serem explicados pelos modelos científicos tradicionais.
Se encararmos o filme, como uma viagem ao mundo de Harry Houdini, que começou sua vida como ferreiro e nesse ofício aprendeu os truques que mais tarde o transformariam no maior mágico ilusionista do mundo, aí podemos perceber que estamos anos luz de distância(ou parsec) do mundo Matrix. Assim, como no filme Houdini teve a tarefa de abrir um par de algemas cuja chave um policial perdera. Após inúmeras tentativas usando serras, Houdini teve a ideia de pinçar a fechadura para abri-la. Ele conseguiu e a maneira como o fez serviu de base para abrir todas as algemas que empregava em seus truques.
O grande truque, nos mostra a individualização na vida dos personagens e consequentemente em suas ilusões.Como lidar com o duelo interno que se traduz em externo? A busca desenfreada para descobrir o segredo de Borden, resulta em mais mortes, fracassos e o pior: nada é além da psique. E voltamos, ao nosso mundo de fracassos, lutas e competições corporativas e pessoais. Onde a escalada mortal não é limitada ao campo da mágica isso é um paralelo no filme, onde os engenheiros Nikola Tesla e Thomas Edison se engajaram em uma rivalidade sobre a corrente elétrica, similar a competição de Angier e Borden para a supremacia mágica. Vivemos nesse mundo cão, onde quase tudo é dirigido para o sucesso a qualquer custo. Parece que desde sempre, somos rótulos e caberá aos colegas, amigos, parentes julgarem nosso fracasso ou ascensão.

Well, somos ou não somos pilhas?
Há controvérsias, sabemos que somos geradores de energia, lembram da pesquisa britânica?
Onde uma escada que capta, acumula e converte em eletricidade a energia gerada pela passagem das pessoas. Pode parecer muito Matrix, mas a ideia é levada muito a sério por cientistas firmemente decididos a explorar as capacidades energéticas do corpo humano.Quando caminhamos, cada passo produz oito watts que são absorvidos pelo solo[é um desperdício] no entanto, é possível captar pelo menos 30 por cento dessa energia, segundo pesquisadores, que dirigem o projeto 'pacesetters' da empresa londrina The Facility. Imagine uma pista de dança, o chão é concebido para atenuar as vibrações e limitar o desgaste para os dançarinos, esses cientistas estão trabalhando em um chão equipado com captadores de energia sob a superfície o que também atenuará as vibrações, mas, em vez de dispersar a energia, irá captar provendo eletricidade. Ou seja, seremos Duracell!
Se nossa energia tem tamanho potencial,  por que razão ainda não foi explorada como deveria?
Talvez, um dos grandes desafios: o armazenamento? Será?Agora, percebemos o quanto um filme consegue mexer com nossa mente, não é? Tudo é ou pode não parecer e potencial para pilhas, nós temos.


 

3 comentários:

  1. Patt,

    Olha, sinceramente gostaria de entender um pouco mais sobre universo, física e toda essa relação maluca que você consegue fazer com cinema, lol.
    Gostei do texto e quando puder leia:
    http://www.consciencia.net/filosofia/matrix.html
    vai amar...

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  2. Amigo, você se enrolou nessa crítica/análise ou sei lá o que queria fazer. Texto confuso que sai do tema. 6.5/10

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  3. Sem dúvida, O Prestige é um filme vale a pena ver para a história e distribuição. Lembra-me da história que apresenta nova serie HBO, O Hipnotizador, onde um homem responde enigamatico segredos através da hipnose, mas isso é tão eficaz que parece que faz número mágico.

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"O cinema não tem fronteiras nem limites. É um fluxo constante de sonho." (Orson Welles)

 

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