Someone Like You



Hoje, resolvi teclar sobre um tema mais tranquilo, menos sanguinolento e mais 'suportável': Amor. relacionamentos e Teoria das Vacas, encabeçam este longa.  Há muito tempo, vi o filme: “Someone Like You”e conheci a teoria "New Cow and Old Cow".
“Se há pouco tempo me tivessem perguntado porque é que eu achava que os homens deixavam as mulheres, eu teria respondido o seguinte: Vaca Velha e Nova.
A Teoria da Vaca Nova nasceu de um coração partido.
Surgiu-me ao ler sobre o comportamento masculino no "New York Times" que continha um estudo fascinante sobre as preferências de acasalamento do boi.
Primeiro, davam ao boi... uma vaca. Acasalavam.
No dia seguinte, davam a mesma vaca ao boi.
O boi já não estava interessado. Queria uma Vaca Nova e a primeira já era considerada uma Vaca Velha.
Para enganar o boi, os cientistas recorreram a um truque engenhoso. Besuntaram a Vaca Velha com o cheiro da Vaca Nova.
Mas o boi não era parvo. Esta não era uma Vaca Nova. Era a Vaca Velha disfarçada."

Será, que nosso encanto é temporário? Novidades encantam e ninguém pode negar. Por outro lado, o velho romance, relacionamento monogâmico e amores que duram estarão com seus dias contados?
Ser humano e monogamia combinam? Ou somos doutrinados a tolher nossos instintos à favor da religião, sociedade patriarcal , bons costumes? Hum! Polêmico, não?
No filme, temos um trio de protagonistas de tirar o fôlego, Ashley Judd, Greg Kinnear e Hugh Jackman. Ashley, interpreta Jane que é produtora de um talk Show e segue sua vida feliz, pois é uma empresa de enorme repercussão e está fortemente envolvida com Ray Brown (Greg Kinnear), o produtor executivo do programa. Roy parece ser o homem certo para Jane, após ela ter tido vários relacionamentos infelizes, pois Ray está emocionalmente disponível e não teme relacionamentos. Após algumas semanas de um namoro bacana, Ray pede que Jane vá morar com ele. Assim que Jane decidi entregar o imóvel onde mora e o casal  começa a procurar apartamento, Ray se distancia e logo diz que quer "dar um tempo". Além de ficar arrasada, Jane terá de entregar seu imóvel em poucos dias e como Eddie Alden (Hugh Jackman), um colega de trabalho, está alugando um quarto ela decide ir morar na casa de Eddie. Desesperada para entender o que aconteceu e superar o trauma causado por Ray, Jane cria a "Teoria da Vaca Velha" para interpretar relações macho-fêmea, comparando o comportamento humano com o bovino. Ela divide esta ideia com Liz (Marisa Tomei), uma amiga, mas os desdobramentos desta ideia terão consequências imprevisíveis.

 Óbvio, que nem todos relacionamentos caminham 100% para desilusão. O que podemos afirmar é que comunicar, se expressar e amar anda cada vez mais complicado. A monogamia é uma das bases sobre as quais se assenta a cultura ocidental, embora haja cada vez mais vozes que a questionem. 
Os pesquisadores Christopher Ryan e Cacilda Jethá desmontam qualquer convenção sobre a sexualidade e destacam que as restrições são contrárias a nossa natureza.Os humanos são promíscuos e polígamos. Esta afirmação é de Christopher Ryan e Cacilda Jethá em sua obra sobre a antropologia sexual "No Princípio Era o Sexo". 

"Quando falamos de promiscuidade, nos referimos à mistura e à troca que nossos antepassados realizavam, em nenhum caso a um comportamento arbitrário. Sem as barreiras culturais, nossas orientações sexuais derivariam em várias relações paralelas de diferente profundidade e intensidade, como nossas amizades, que variam entre elas", reflete Christopher.

A maioria dos humanos seguem o chamado discurso convencional da sexualidade, que defende monogamia, se bem que por natureza, o homem recebe definição de um animal ansioso por "espalhar sua semente"; enquanto a mulher protege seus limitados óvulos daqueles que não lhe asseguram a sobrevivência de seus descendentes, "se vendendo" ao que mais recursos lhe oferecer.

 O problema surge, para Christopher  e Cacilda, quando esta imagem se apoia em estudos realizados por Charles Darwin há 150 anos em uma sociedade vitoriana puritana, cujo estudo dos primatas, base da tese do casal de pesquisadores, estava iniciando. "Darwin sempre foi muito interessado nos dados que questionavam suas teorias, se vivesse agora as revisaria à luz das descobertas mais recentes", afirma Christopher.Temos um discurso bonito,puritano, de família e um corpo humano sedento por um sexo variado e visceral. Ou seja, somos hiper sexuais,ui! Baseando-se em diversos estudos, Christopher  e Cacilda explicam como o corpo do homem é projetado para uma grande atividade sexual, que supera o necessário para a reprodução.Isto se observa na desproporção do volume testicular em relação aos outros primatas e a ejaculação de um sêmen que não só procura a concepção, mas a destruição mediante agentes químicos de espermatozoides procedentes de outros machos que possam ser encontrados em seu caminho, o que leva a entender que a mulher também procura ter vários companheiros e potencializar a concorrência espermática na busca da melhoria da espécie.Além disso, uma alta atividade sexual favorece tanto a saúde do homem, como sua fertilidade que decresce quando não pratica sexo. Da mesma forma, Christopher  e Cacilda desmitificam o fato de o sexo ser menos importante para a mulher, por exemplo, graças a sua possibilidade de acumular orgasmos, de tal maneira que esse prazer conduz à busca de sua repetição.Os autores também não compartilham a ideia de que a mulher seja reservada em sua fertilidade para "segurar" o macho, visto que seus seios crescem com a chegada da maturidade sexual e diminuem com a menopausa, ao que se une o fato de que durante a ovulação, os estudos demonstram que a mulher cheira melhor e são mais atrativas para o homem. Além disso, durante esses dias de maneira inconsciente se preocupam mais em se enfeitar.Christopher  e Cacilda entendem que a ideia da poligamia se reforça com a "fraternidade" na qual se transforma o desejo de certos casais após anos de convivência, e que explicam como uma modalidade da repulsão em relação ao incesto e ao chamado a buscar novos parceiros sexuais.Os pesquisadores apontam para outros mitos como "a maior necessidade de troca de companheiras" do homem frente à mulher, apesar de "ambos terem as mesmas necessidades sexuais".
Partindo, desse estudo o que podemos refletir? O que é mais interessante? Ser solteiro e experimentar amores? Casar e vivenciar vida à dois para depois 'curtir' um divórcio?
Ser casado(a) e vivenciar traições? Ser divorciado(a) e voltar ao campo de batalha? 
Ou simplesmente, assistir ao filme curtir a  espetacular Ashley o notável Jackman, saborear
pipocas, chocolates, bebidinhas e um bom amigo(a) ao lado...






1 comentários:

  1. Patt,

    Quanto tempo e que texto fora do comum..
    Teoria das vacas?
    Nunca vi esse filme e confesso que fiquei curiosa.
    Bom, você sabe o que penso a respeito disso tudo, né?

    Saudades moça.

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"O cinema não tem fronteiras nem limites. É um fluxo constante de sonho." (Orson Welles)

 

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