Um amor para três?



 JULES E JIM - UMA MULHER PARA DOIS (1962)
Catherine (Jeanne Moreau), Jules (Oskar Werner) e Jim (Henri Serre) fazem o triângulo amoroso mais célebre do cinema francês. Clássico da nouvelle vague, o romance de François Truffaut conta a história da amizade incondicional entre o alemão Jules e o francês Jim, que resiste até mesmo ao fato de eles lutarem em lados opostos na Primeira Guerra. Mas não aos encantos de Catherine, moça cheia de personalidade, que enche de alegria e tristezas a vida dos rapazes.

  DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS (1976)
Essa adaptação do romance de Jorge Amado, o filme de Bruno Barreto traz Sônia Braga no papel da cozinheira dividida entre o casamento tranquilo com o farmacêutico Teodoro (Mauro Mendonça), e o fantasma de seu primeiro marido, Vadinho (José Wilker), que em vida foi melhor amante para Flor, mas que a fazia sofrer com sua rotina de farras e jogatinas. Como só ela vê o espírito do falecido, são várias as cenas em que os personagens dividem o leito.


OS SONHADORES (2003)
Neste filme temos como cenário: Paris de 68. Onde o estudante americano Matthew (Michael Pitt) conhece os gêmeos franceses Isabelle (Eva Green) e Theo (Louis Garrel). Em comum, os três tem paixão por filmes clássicos e passam a desenvolver jogos psicológicos a partir deles. Os irmãos mantêm ainda uma relação incestuosa, que causa repúdio, mas ao mesmo tempo atrai Matthew. Dirigido por Bernardo Bertolucci, o filme traz polêmicas cenas típicas dos longas do cineasta italiano. Em “Os sonhadores”, a assinatura de Bertolucci fica evidente no momento em que Isabelle perde a virgindade com Matthew no chão da cozinha, sob o olhar do irmão.


 TRÊS FORMAS DE AMAR (1994)
Por uma confusão burocrática, a estudante Alex (Lara Flynn Boyle) é mandada para o alojamento masculino da universidade. Lá, ela é obrigada a dividir o dormitório com Eddy (Josh Charles) e Stuart (Stephen Baldwin). A jovem logo se apaixona por Eddy, rapaz sensível e inteligente, que tem dúvidas se deve ter sua primeira transa com uma mulher ou com um homem. Já Stuart, fanfarrão e mulherengo, só pensa em levar Alex para a cama. Em meio a essa tensão sexual latente, o trio desenvolve uma saborosa amizade. “Três formas de amar” traz diálogos espertos, próprios da linguagem moderninha que o diretor Andrew Fleming desenvolveu em seus filmes jovens nos anos 90, como “Jovens bruxas” e “Todas as garotas do presidente”.

 CIDADE BAIXA (2005)
Típica história de amor marginal entre a prostituta Karina (Alice Braga) e os pescadores Deco (Lázaro Ramos) e Naldinho (Wagner Moura), toda marcada pela miséria e pelo machismo. No filme os rapazes se consideram mais que amigos: são irmãos que se defendem dos perigos da vida. Mas tudo muda quando passam a disputar Karina, num sentimento que beira a obsessão. Para Naldinho e Deco o que está em disputa não é o coração de Karina, mas sim quem será o dono daquela mulher.

 E SUA MÃE TAMBÉM (2001)
O “roadie movie” do diretor mexicano Alfonso Cuáron é considerado ícone do cinema latino atual e traz pela primeira vez como protagonistas os então iniciantes Gael García Bernal e Diego Luna. Quando suas namoradas vão passar uma temporada na Itália, os adolescentes Julio (Gael) e Tenoch (Luna) ficam entediados e resolvem partir por uma viagem de carro pela zona rural do México. Eles tem a companhia de Luisa (Maribel Verdú), mulher mais velha e desiludida com o amor. No trajeto, os rapazes passam por experiências sexuais que marcam sua transição para a maturidade.

 VICKY CRISTINA BARCELONA (2008)
Scarlett Johansson, a atual musa de Woody Allen, foi colocada em um triângulo amoroso com Penélope Cruz e Javier Bardem, nesta comédia que tem a cidade espanhola como cenário. Sua personagem, Cristina, sofre de "insatisfação crônica" com a falta de um rumo na vida. Tudo muda quando ela conhece o pintor Juan Antonio (Bardem), que vive uma problemática relação com Maria Elena (Penélope). Para apimentar ainda mais a situação, Vicky (Rebecca Hall)  a melhor amiga de Cristina que ameaça transformar o triângulo em um quadrilátero amoroso. 

CANÇÕES DE AMOR (2007)
Outro exemplo da obsessão do cinema francês com os relacionamentos a três e da "aptidão" do ator Loius Garrel para papeis do tipo, temos "Canções de amor" que conta a história de Julie, seu namorado Ismael e a amiga Alice. Misturando desejo e amizade, o trio faz praticamente tudo junto, inclusive dividir a mesma cama, até que um desfecho trágico muda o equilíbrio na relação. Dirigido por Christophe Honoré, o longa é costurado pelas tais canções de amor compostas por seu antigo parceiro de trilhas Alex Beaupain. Indicado à Palma de Ouro em Cannes, o filme venceu o prêmio César (o Oscar do cinema francês - graças à música de Beaupain.)


4 comentários:

  1. Patt,

    Acho delicioso rever: Canções de Amor e Os Sonhadores.
    Já disse que adorei o novo visual do blog , né?
    Tá mais clean motivando uma leitura mais agradavel e constante.

    Bj de saudade...

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  2. Excelente lista Patrcía!
    Esta é uma temática sempre excitante e você escolheu os filmes certos!
    Bjs

    http://sublimeirrealidade.blogspot.com.br/2013/01/amor.html

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  3. Um lista ótima, o clássico do Truffaut é meu predileto. Tb incluiria outro filme da Nouvelle Vague, "Banda à Parte" do Godard ;)

    Beijos.


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  4. Por um momento cheguei a conclusão de que devo ter algum receio com filmes de relacionamento a três. Dentre os da lista só vi "Vicky" mesmo, e por não apreciar muito o roteiro, não gostei.

    Devo ver "Jules e Jim" logo, deveria me punir por ainda não tê-lo visto.

    Ótimo blog! abraços

    www.cinefreud.com

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"O cinema não tem fronteiras nem limites. É um fluxo constante de sonho." (Orson Welles)

 

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